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    Blog do BIDU - por Abdoral Cardoso


    Relise, o “estranho no ninho” que cresceu

     

    Relise, o “estranho no ninho” que cresceu

     o relise cresceu e agora caminha com as próprias pernas

     

    Na II Oficina de Comunicação do Governo de Rondônia, dias 26 e 27 de outubro último, um tema suscitou dúvidas e permeou a maioria dos debates. Nem poderia ser diferente, a platéia era predominantemente composta por jornalistas que atuam na área especializada Assessoria de Imprensa (AI).

    Estava ali para ser desnudada, mais uma vez, a eficácia ou não do relise (release) enquanto gênero do jornalismo informativo e decodificação da informação pelo receptor, cujo ciclo somente se completa quando o emissor recebe o feedback do receptor, seja de caráter positivo ou negativo.

    Foi nesse cenário, composto por bacharéis e não graduados que emergiram então as antigas e novas querelas sobre o relise, denominado por anos seguidos de “estranho no ninho” e classificado, por vezes, nas redações dos veículos de divulgação como mera sugestão de pauta. Na melhor das hipóteses.

    Acontece que de tão “estranho” o relise cresceu e agora caminha com as próprias pernas. Produzido dentro de rigorosos critérios para seleção e tratamento das informações, ganhou importância junto com a profissionalização das AI. Embora só possa ser redigido na técnica da pirâmide invertida, com as informações hierarquizadas em ordem decrescente de importância, ou dos fatos mais relevantes no início do texto, já é classificado do ponto de vista do gênero jornalístico em relise informativo, interpretativo e opinativo.

     Assim, dois fatores contribuíram, decisivamente, para que ganhasse sobrevida e estrutura de informação principal matéria prima dos Meios de Comunicação de Massa.  O primeiro, a velocidade com a qual os acontecimentos são apurados e noticiados pelas mídias convergentes num cenário de mundo globalizado. Abastecido a todo instante pelo desencadeamento de novos fatos, como se o input fosse o mesmo da teoria do agendamento, o emissor não se lembra mais à noite da primeira notícia que viu, ouviu ou leu pela manhã.

    O outro o advento da técnica da pirâmide invertida, introduzida em meados do Século passado no Brasil, associada a um código de signos que arremete o redator ao uso unificado da linguagem jornalística, e a partir da prevalência do relato fiel do fato jornalístico. Estilo assim definido por Luiz Amaral: frases breves, palavras curtas, prevalência do vocabulário usual, na ordem direta – sujeito, verbo e complemento -, uso de adjetivo e advérbio somente quando indispensáveis, de verbos vigorosos, de preferência na voz ativa e, por ser positivo, evitando expressões com “não” e sim o uso do verbo “negar” no presente em vez de “não aceitar”.

    No dizer de Elisa Kopplin e Luiz Arthur Ferraretto, o gênero informativo é o fundamental, por enfatizar o fato em seu estado puro, limitando-se à descrição de seus aspectos principais. Já Alberto Dines, ensina que o gênero interpretativo do relise, representa um aprofundamento qualitativo da informação, por contextualizar melhor o fato. Ou seja, para Dines: “o leitor de hoje não quer apenas saber o que acontece a sua volta, mas assegurar-se de sua situação dentro dos acontecimentos. Isso só se consegue com o engrandecimento da informação a tal ponto que ela contenha os seguintes elementos: a dimensão comparada, a remissão ao passado, a interligação com outros fatos, a incorporação do fato a uma tendência e a sua projeção para o futuro”.

    Raramente o redator de assessoria de imprensa permitir-se-á a produção de um relise dentro do gênero interpretativo, pois quem deve interpretar é o jornalista do veículo de comunicação. No entanto, admitem-se nos casos de relises especial e de cobertura o tratamento interpretativo, o que vai requerer um bom nível de dados, como estatísticas, implicação sociais, causas, consequências e outros, para maior contextualização do assunto.

    O gênero de relise opinativo abrange um julgamento próprio a respeito de determinado acontecimento. Mas não se deve confundir, no entanto, interpretação com opinião. A interpretação é constituída de elementos adicionais que tornam a informação mais explícita e o contextualizada. Opinião é o ponto de visto expresso, é o juízo que se faz do assunto. Por isso, Kopplin e Ferraretto ensinam que, em assessoria de imprensa, o artigo deve ser o único espaço para que o autor do texto apareça, claramente, como emissor de opinião.

    O texto opinativo parte do pressuposto de que todo assunto enfocado como problema possui causas, consequências e possíveis soluções. Em assessoria de imprensa, especialmente, é oportuno evitar a personalização – pronomes como “eu”, “nós”, “nosso” – que dá conotação interesseira ao artigo, e gera, normalmente, como assinala Ricardo Kotcho a “substantivação” do título do relise e/ou da notícia.

    por Abdoral Cardoso

     



    Escrito por Bidu às 09h22
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    Preconceito e omissão dizimam índios Cinta Larga na divisa de Rondônia com o Mato Grosso

    Preconceito e omissão dizimam índios Cinta Larga na divisa de Rondônia com o Mato Grosso


    Escritor relata que dos 5.000 contatados, apenas 1.200 sobreviveram às piores formas de violência.


    Líder indígena Marcelo Cinta LargaOs números são divergentes. Mas não mentem. Na contagem do Ministério Público Federal em Rondônia os índios Cinta Larga não passam de 2.000 sobreviventes. Já o escritor Edilson de Medeiros registra no livro “Rondônia Terra dos Karipunas”, editado em 1990, que dos 5.000 contatados, apenas 1.200 haviam sobrevivido às piores formas de violência.

    Acusados de violentos e terem enriquecido com a exploração ilegal de madeira e diamante em suas terras, vivem e morrem na miséria esquecidos inclusive pela mídia. O preconceito e a omissão oficial dos não-índios incentiva os mais jovens a abandonarem as aldeias em busca de oportunidades e de estudo na cidade. Quem fica não tem mais comida e começa a morrer a partir dos 35 anos. Os sobreviventes podem ser bem menos.

    Esquecidos também pelos órgãos federais, gestores das políticas de atenção à saúde e educação, eles lutam para não ser dizimados pela pior forma de violência do mundo civilizado: o preconceito e a omissão.São obrigados a enfrentar ainda o estigma de que o povo Cinta Larga é rico, violento e não gosta de trabalhar.

    Um grupo liderado por Marcelo Cinta Larga engrossou o coro da plateia qualificada da audiência pública do último dia 23 de setembro, coordenada pelo MPF, na sede da Seccional Rondônia da OAB.O grupo não pediu muito. Reivindicou apenas direitos básicos como acesso à saúde e educação,  e apoio das “autoridades” para poder produzir em suas próprias terras o sustento das famílias. Quem assistiu saiu do auditório com uma certeza: é preciso ajudar a salvar de alguma forma esse povo. Remanescentes das aldeias localizadas na região Sul de Rondônia e Noroeste do Mato Grosso, com grande parte da cobertura florestal e solo em processo de degradação por causa da exploração ilegal de madeira e diamantes em suas terras, os índios denunciaram na audiência a situação de miséria em que vivem.

    Os relatos levaram inclusive o procurador federal, Reginaldo Trindade, a defender a imediata paralisação das atividades de extração de diamantes na chamada reserva dos Cinta Larga. Atividades de garimpagem de não-índios, iniciadas há 13 anos, e que terminaram atraindo também índios, num aparente cenário onde saltam aos olhos casos de prostituição e alcoolismo.Situação de abandono e processo de desaculturamento atualmente em vigor na maioria das aldeias, onde é  alto também o índice de crianças que sai da reserva para estudar nas escolas das cidades mais próximas. Sem assistência à saúde, os índios denunciaram o aumento dos casos de mortes de várias lideranças ainda jovens, por falta de tratamento.

    A maioria vítima de tuberculose.Já a garimpagem de diamantes em suas terras, segundo ainda o procurador, agravou o preconceito contra so nativos, principalmente após o assassinato de um grupo de garimpeiros em suas terras.Chegam a ser discriminados pelo próprio movimento indígena e vítimas do pior tipo de discriminação: “o veneno da omissão”. Inaceitável, de acordo com Reginaldo Trindade, ao explicar que cerca de 30 voluntários do “Grupo Clamor”, um movimento apartidário e integrado por amigos e simpatizante da causa dos índios Cinta Larga, que começa uma campanha de mobilização para combater as cuasas da dizimação da etnia.

    Por isso, índios com a inteligência de Marcelo e Diego Cinta Larga não podem jamais serem discriminados. O primeiro ao admitir em tom de apelo que: “precisamos de educação para compreender o pensamento dos não-indios, podermos  entender e sabermos se estamos fazendo certo ou errado”. O outro ao revelar que a maior parte das mortes na reserva é por causa da tuberculose e são registrados apenas alguns casos de câncer. Juntos cobraram solução para a falta de assistência à saúde, único meio de evitar a morte todos os anos de três a quatro Cinta Larga, com mais de 35 anos, enquanto nas aldeias de outras etnias poucos são os registros de mortes. “Esta semana começou muito triste para nós, pois perdemos mais uma liderança”, disse Marcelo.


    Por Abdoral Cardoso



    Escrito por Bidu às 04h43
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    Erosão ameaça encosta do elevado do viaduto da Jatuarana

    Erosão ameaça encosta do elevado do viaduto da Jatuarana


    O aterro da encosta do elevado do viaduto da BR-364, com a av. Jatuarana, um dos três inacabados de Porto Velho (RO), começa a entrar em erosão e colocar em risco a vida dos motoristas que passam pelo local. Um dos pontos da estrutura apresenta uma fenda de cerca de 20 cm entre as placas de concreto, que dão sustentação à parte alta da rodovia federal, e a estrutura do aterro. Quem trabalha nas proximidades garante que a erosão é causada pela água das últimas chvuas que escorre direto para a encosta do aterro.

    Pelo alta do elevado trafegam carretas transportando soja para os portos graneleiros da capital rondoniense, e camihões e outros veículos menores cruzam a rodovia federal em direção ao centro da cidade e com destino a Rio Branco (AC).

    A foto foi registrada dia 14 de setembro de 2013, e mostra o avançado etágio da erosão e os riscos de desabamento das placas de contenção do elevado. O risco, no entanto, é ainda maior para os motoristas que utilizam os dois retornos que passam por baixo da pista do elevado. 



    Escrito por Bidu às 19h26
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